Saúde.

Publicação: Sexta-feira, 20/05/2016 às 10:17:56
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Higienização das mãos pode reduzir cerca de 70% o risco de contaminação nos hospitais

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que infecções hospitalares atingem de 14% a 19% dos pacientes no Brasil. Veja dicas de infectologistas do Hospital Santa Lúcia para amenizar os riscos nas UTIs

Quem precisa passar por algum procedimento hospitalar, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), teme os riscos de infecções, causadas por fungos, bactérias ou vírus. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema é responsável por mais de 100 mil mortes no Brasil todos os anos e preocupa diversos hospitais da rede pública e privada no país. Mas, atitudes simples, como a correta higienização das mãos, por exemplo, podem contribuir para uma redução de até 70% de riscos de contaminação, como explica o infectologista e chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, Dr. Werciley Júnior.

“As mãos são o principal vetor de transmissão de bactérias e outros micro-organismos, seja no cuidado prestado pelo profissional de saúde ou no contato com outras pessoas, durante as visitas”, afirma. Segundo o médico, manter as mãos sempre limpas é fundamental, pois em 24 horas um paciente da UTI tem contato com pelo menos 15 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e visitantes. “Se uma delas falhar na higienização das mãos, o paciente poderá ficar exposto à contaminação por agentes que causam infecções”, alerta o infectologista Werciley.

Quanto maior o tempo de permanência nas unidades de saúde, maiores serão as chances de riscos de contaminação, principalmente em hospitais que tratam de doenças crônicas. As infecções mais comuns, geralmente, são a urinária e a do trato respiratório, ocorrendo, geralmente, após as cirurgias. Para combater estes problemas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou protocolos de prevenção e controle para os hospitais brasileiros. Além de seguir esses protocolos com bastante rigor, o Hospital Santa Lúcia cria, constantemente, campanhas de conscientização para seu corpo médico a respeito da importância da higienização das mãos.

Elevar a cabeceira da cama, estimular o paciente a andar, por exemplo, também podem auxiliar a prevenir alguns problemas de infecção, segundo o especialista. “Se não diagnosticada, a infecção hospitalar pode evoluir para uma infecção generalizada, como também é chamada a Sepse – reação inflamatória do organismo infectado”, explica o chefe do Controle de Infecção Hospitalar.

Pesquisa do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), aponta que em algumas regiões brasileiras o índice de mortalidade por Sepse chega a 70%. Em 2013, 240 mil pessoas morreram nas UTIs brasileiras após terem seus quadros de infecção agravados.

 

SERVIÇO:

Endereço: SHLS Quadra 716 Conjunto C, Setor Hospitalar Sul – Brasília/DF

Telefone: (61) 3445-0000

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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