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Publicação: Domingo, 12/09/2010 às 09:26:42   Atualização: 12/09/2010 às 09:29:30

 

Roriz abusa da linguagem e do tom sacerdotal para tentar recuperar votos

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Sionei Ricardo Leão

sionei.leao@jornaldebrasilia.com.br

 

Com 11 pontos percentuais atrás de Agnelo Queiroz, segundo o Datafolha, Joaquim Roriz (PSC) resolveu correr atrás dos votos que lhe estão faltando usando o tom messiânico. Assim foi no comício, no fim da tarde de ontem, na expansão de Samambaia Norte. Brandindo um exemplar da Constituição como um pastor exibe uma Bíblia, discursou como se fosse um sacerdote e ali estivesse em missão divina.

 

Isto, aliás, explica algumas das comparações que fez. "Estou aqui para dizer que vermelho chama-se encardido. A outra corrente, que é a nossa, é a do azul, que é do bem, que é a do céu", pregou Roriz. O candidato não teve pudor em associar as cores do PT a uma série de imagens e símbolos negativos. "Eles representam o sangue, do assassinato, do furto, do estupro e do roubo", definiu o líder da coligação Esperança Renovada.

 

Cerca de 300 pessoas assistiram aos discursos do ex-governador. Roriz menosprezou a capacidade dos "vermelhos" de mobilizar os eleitores de Samambaia Norte, algo que, conforme enfatizou, só ele é capaz de fazer. 

 

Euforia 

 

No lado oposto, de Agnelo, a liderança nas recentes pesquisas de intenção de votos e o apoio do presidente Lula foram o mote da carreata da coligação Novo Caminho, realizada ontem em Taguatinga. Os integrantes da aliança se esforçaram por demonstrar euforia e confiança na vitória em 3 de outubro, para influenciar os eleitores que assistiram à passagem da caravana. 

 

Cerca de 200 veículos seguiram o trio elétrico que liderou o grupamento, entre 11h e 13h. No primeiro veículo estavam Agnelo; o senador Cristovam Buarque (PDT), candidato à reeleição; o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao Senado; e o também deputado Tadeu Filippelli (PMDB), candidato a vice-governador do DF. O que mais se ouviu dos locutores que se revezavam no microfone do carro de som foi o bordão "a virada já aconteceu" – referência aos recentes levantamentos sobre a intenção de voto no DF.

 

Leia mais na edição deste domingo (12) do Jornal de Brasília.

 



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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