Presidente Dilma Rousseff, 27/11/2012
11h00 - Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Palácio do Planalto
12h00 - Ideli Salvatti, Ministra-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
15h00 - Leônidas Cristino, Ministro-Chefe da Secretaria de Portos
17h00 - Benjamin Zymler, Presidente do Tribunal de Contas da União
17h30 - Teori Zavascki, Ministro do Superior Tribunal de Justiça e Ministro eleito do Supremo Tribunal Federal
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Na semana em que o Comitê de Política Monetária realiza a última reunião do ano, analistas consultados pelo Banco Central acreditam que a instituição vai manter a taxa básica de juros em 7,25% ao ano. Os economistas apostam, ainda, que a taxa deve continuar neste nível em 2013.
A previsão do mercado para a inflação caiu ligeiramente, passando de 5,45% na semana passada para 5,43%, segundo o Boletim Focus, hoje divulgado. A estimativa oficial do BC é que o índice oficial de preços acumule alta de 5,2% em 2012, patamar acima da meta perseguida pela autoridade monetária, que é de 4,5%.
Para 2012 a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo fique em 5,4%, também acima do estimado pelo governo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirma que no ano que vem a inflação vai convergir para o centro da meta.
A estimativa de crescimento da economia brasileira sofreu redução para 2012 e 2013. O mercado espera que o Produto Interno Bruto brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, cresça 1,5%, ante previsão de 1,52%. Para o ano que vem, a expectativa é de alta de 3,94%. Está em queda.
Presidente Dilma Rousseff, 26/11/2012
09h30 - Gilberto Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Palácio do Planalto
14h45 - Tereza Campello, Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
16h30 - Antonio Patriota, Ministro das Relações Exteriores
Agendas dos outros poderes:
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A geração que está hoje em torno dos sessenta anos viu acontecer o possível e o impossível nos últimos tempos. Ultrapassou o ano 2.000 e o mundo não acabou. Persiste a dúvida criada pelo calendário maia. Assistiu e conviveu com a liberação da mulher, depois da invenção da pílula anticoncepcional. Sofreu os efeitos da guerra fria, mas um dia percebeu que a União Soviética não existia mais. Concluiu o ciclo de mudanças com a espetacular quebradeira de bancos e instituições financeiras na outrora poderosa Wall Street, em Nova Iorque.
Um ciclo fechou. O fim da história imaginada por um teórico da economia se revelou muito maior que a derrocada do comunismo, o desaparecimento do Muro de Berlim e da esquecida República Democrática Alemã. A histórica caminhou. O capitalismo precisa se reinventar de um lado e do outro do Atlântico. Estudiosos e especialistas escrevem teses, tentam comprovar teorias, mas a euforia dos mercados refluiu. O mundo não é mais o mesmo. Mudou muito.
Stanley - Um presidente negro nos Estados Unidos foi eleito e reeleito. Barak Obama nasceu no Havaí, filho de queniano com mãe branca, nascida no Kansas, na época em que casamento interrracial era, além de tabu, proibido na maior parte do país. Stanley Ann, mãe de Obama, foi uma mulher à frente de seu tempo. Fez pesquisa de campo, para estudos de sociologia, na Indonésia, onde se casou de novo. Teve uma filha e tornou a se separar. Morreu de câncer em Nova Iorque antes de o filho tomar posse no seu gabinete oval na Casa Branca.
Países da zona do Euro, belíssima ideia imaginada para impedir a ocorrência de outras guerras na Europa, entraram em colapso. E aqui, no Brasil, a mobilidade social nunca foi tão escandalosamente evidente quanto na fotografia da posse do Ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal. O menino pobre, nascido em Paracatu, norte de Minas, descende dos primeiros negros que foram enviados pelos bandeirantes e pioneiros para descobrir e explorar o ouro do interior do país. Foi este movimento que permitiu a lenta agregação das terras que pertenciam originalmente à Espanha passassem ao domínio português.
Paracatu, às margens do rio do mesmo nome, foi uma próspera cidade muito antes de se imaginar a construção da Capital da República no centro-oeste. O rio desagua no São Francisco, que vai até o mar. Essa foi a via de desenvolvimento, que trouxe gêneros alimentícios, notícias e até cultura. Companhias de teatro chegaram às profundas do Brasil por intermédio deste curioso sistema de comunicação fluvial. O ministro de Paracatu é filho de toda essa história, consequência natural da evolução dos fatos iniciados séculos atrás na busca do ouro. Os pioneiros passaram por ali, fundaram pequenas vilas, como o Gama, a cidade satélite de Brasília, e chegaram até Mato Grosso. Depois foram até a fronteira na altura do que é hoje o estado de Rondônia.
São vertentes interessantes que trazem Joaquim Barbosa à posição que alcançou por mérito próprio, disciplina férrea e excepcional vontade de vencer. Ele deixou sua cidade e veio para Brasília trabalhar nas oficinas de um jornal. Depois foi para a gráfica do Senado. Ingressou na UnB e a partir daí colocou o pé na estrada, Ganhou o mundo. Primeiro no Itamaraty, depois como membro do ministério público. Fez todos os cursos possíveis, aprendeu idiomas e construiu um currículo invejável. Quando o então presidente Lula quis colocar um negro no Supremo Tribunal Federal encontrou em Joaquim tudo o que procurava: experiência, saber jurídico e educação notável.
Joaquim Barbosa, que no dia da posse fez um discurso discreto, chegou ao Supremo por seus méritos, por seu esforço por sua dedicação. Ele não se escorou em cotas raciais. Foi longe com sua vontade de crescer. Petista, não deixou que ideologia se misturasse com o saber jurídico. Foi implacável na condenação dos réus da Ação Penal 470, o mensalão. Os que o conduziram à posição de relevância naquele vetusto tribunal estão perplexos. Esperavam benevolência. Obtiveram justiça.
Oportunidades - O Brasil continua a ser o país das oportunidades. Migrantes de todas as nacionalidades que chegaram aqui há cinquenta ou sessenta anos construíram empresas sólidas. A presidente Dilma é neta de um búlgaro. Ministros, deputados, senadores e empresários tem raízes estrangeiras recentes. Esse tipo de ascensão social inexiste na Europa. Resiste nos Estados Unidos, de que Obama é um exemplo, mas a crise econômica complicou o sonho americano. Artistas brasileiros negros, conhecidos do público, saudaram o novo comandante do Poder Judiciário brasileiro. Foi bonita a festa.
Essa é a estranha característica nacional. Não há confronto, não há briga. Ninguém levantou faixas contra a presença de um negro na mais alta corte do país. A novidade foi digerida sem maiores atropelos. Ao contrário, a atuação de Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão lhe garantiu enorme publicidade. Ele se transformou numa espécie de justiceiro nacional. Ninguém consegue adivinhar o futuro nestes tempos de mudanças profundas, lideranças que naufragam e desafios completamente inesperados. O menino de Paracatu não revelou até agora nenhuma vontade de se jogar na política. Mas outros esconderam seus propósitos e mergulharam no turbilhão partidário, com ou sem sucesso. Quem tentou a política foi Ayres Britto, que chegou a ser candidato. Agora, aposentado, vai se divertir nas palestras e se defender na poesia. Joaquim Barbosa tem uma avenida à sua frente.
Artigo publicado hoje no Jornal de Brasília.
Logo após ao final da Segunda Guerra Mundial, Evita Perón foi a Paris, com grande comitiva, para se reunir com autoridades do governo francês. Participou de diversas reuniões, encontros comerciais e de empresários. Terminou concedendo empréstimo de US$50 milhões para auxiliar a reconstrução da França.
A presença da presidente Dilma Rousseff, em Madri, dando aulas para os espanhóis sobre como reconstruir o país, devastado pela recessão econômica européia, lembra o exemplo de Evita. A Argentina se afundou na crise recorrente, desde então, e a França, apesar dos pesares, está entre as cinco maiores economias do mundo.
É cedo para que brasileiros comecem a didatizar na Europa. É bom saber o que ocorre por lá. Mas as circunstâncias mudam. Eles se entendem no momento mais grave da crise. Ninguém quer reviver o horror da guerra e do enfrentamento. Os brasileiros não conhecem detalhes do problema, seus fundamentos e seus desdobramentos. É hora de aprender, de ouvir er de prestar atenção. Os países centrais estão procurando os meios de jogar a conta sobre os emergentes.
O Boletim Focus hoje divulgado pelo Banco Central estima que o crescimento do produto nacional bruto, neste ano, ficará em 1,52%, ante 1,54% da previsão anterior. Para 2013, as estimativas apontam crescimento de 3,96%, frente a 4% antes.
A produção industrial, segundo os analistas consultados pelo Boletim Focus enxergam agora contração de 2,39% em 2012, ante queda de 2,32% na semana anterior. Para 2013, no entanto, a perspectiva de expansão foi elevada a 4,15%, ante 4,10% anteriormente.
Os especialistas estimam inflação de 5,45% ( anterior era de 5,46%) no final do ano. Os analistas cortaram um pouco suas estimativas para o indicador em 2013 , a 5,39%, ante 5,40% antes.
Presidente Dilma Rousseff, 19/11/2012 (Horário local de Madri/Espanha: mais 3 horas em relação a Brasília)
09h30 - Estudantes brasileiros do programa "Ciência sem Fronteiras" e do ProUni, Casa do Brasil - Madri / Espanha
10h45 - Encontro bilateral com o Presidente de Governo espanhol, Mariano Rajoy, Palácio da Moncloa
11h55 - Reunião ampliada, Palácio da Moncloa
12h20 - Fotografia oficial, Palácio da Moncloa
12h30 - Declaração à imprensa, Palácio da Moncloa
13h45 - Almoço oferecido por Suas Majestades, Rei Juan Carlos I e Rainha Sofia da Espanha, Palácio Real
17h00 - Cerimônia de abertura do Seminário "Brasil en La Senda del Crecimiento", Teatro Real
18h30 - Partida para Brasília/DF, Base Aérea de Torrejón - Madri / Espanha
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Graciliano Ramos cumpriu pena na penitenciária da Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, apenas por ser comunista. Não roubou bancos, não comprou consciências, nem trabalhou em favor da derrubada do regime. Ao contrário foi prefeito municipal e prestou contas, impecáveis, aliás, de sua gestão. Viveu no presídio o tempo suficiente para escrever a magnífica obra, Memórias do Cárcere, que restou inconclusa por causa de sua morte. Não significa dizer que a vida na prisão é tolerável.
Histórias de penitenciárias se contam às dezenas. O termo deriva de penitência. Alguém é sentenciado a pagar uma pena por ter cometido malfeito, segundo a visão da autoridade ou do juiz. Havia uma prisão em Lisboa, cujos porões, onde ficavam as solitárias, se enchiam com a água da maré. Era a maneira de limpar a cela. O preso ficava com água pela cintura e convivia com os bichos do mar e da terra que passeavam a seu redor.
Aviso - As prisões espanholas eram semelhantes. Na matriz e nas colônias. Vida de preso não é fácil em lugar nenhum. O Brasil não constitui exceção à regra. Nos Estados Unidos, onde o preso teoricamente é bem tratado, sempre algemado e com correntes nos pés, ele é obrigado a trabalhar e se submeter a duríssimos códigos de comportamento interno. Os responsáveis prisionais lá não hesitam em afirmar ao cidadão: faça o possível para não vir para cá. É um aviso macabro no país em que 3% da população estão atrás das grades.
Nos Estados Unidos, para ficar no mesmo exemplo, se o cidadão comete algum delito, por menor que seja, a primeira providência do policial, sempre de arma na mão, é algemá-lo. Se houver qualquer tipo de resistência, o policial não hesita em atirar ou utilizar aquela arma de choque. Ingleses e australianos agem da mesma forma. O estudante brasileiro, Jean Charles, pagou preço altíssimo de ser parecido com um suspeito que a polícia londrina estava procurando. Levou mais de dez tiros. Na Austrália, o brasileiro bêbado levou tantos choques elétricos que morreu na hora.
A fortaleza de Santa Cruz, na entrada da barra, na baía da Guanabara, também possui essa característica de ter seus porões visitados pela maré alta. Muita gente importante ficou presa ali, entre eles, Miguel Arraes, avô do atual governador Eduardo Campos. A história do Brasil não começa no julgamento da Ação Penal 470, o mensalão. A crise do sistema penitenciário é antiga. Data da Colônia. Outro dia, por razões oblíquas, voltou à cena o massacre do Carandiru, que foi chamado de maior centro correcional da América Latina. Era um presídio de barra pesadíssima, na cidade de São Paulo, que foi implodido após chacina que resultou na morte de 111 detentos.
Não é bom ser preso em lugar nenhum do mundo. As prisões em Mônaco, pequeno enclave de frente para o Mediterrâneo, constituem exceção. O preso tem direito a privacidade, ver televisão, comida razoável e acomodações, digamos, normais. Não passa dificuldades. Mas é exceção. Na vizinha França a tradição não é essa. Mesmo em Paris as casas de detenção não são em nada elogiáveis. E não esquecer que a Guiana Francesa é território do país – trata-se de uma colônia – e qualquer cidadão pode ser condenado a pagar sua pena no trópico. O famoso presídio da Ilha do Diabo foi fechado, mas outras prisões continuam a existir por ali.
Ingleses, com seu famoso humor especial, não costumam dar muita atenção aos prisioneiros de Sua Majestade. A lógica é que se eles estão recolhidos há uma razão maior. Nos seus presídios, no tempo de colonização da Austrália, era proibido falar. Os prisioneiros não podiam pronunciar uma única palavra. Nas reuniões do culto dominical quando as pessoas precisam recitar em voz alta o Pai Nosso, os presos ficavam isolados por tapumes de madeira para que um não ouvisse o som da voz do vizinho. Maus tratos são nestes casos apenas consequências.
Nossos vizinhos na América do Sul não produzem bons exemplos para ninguém. Não é bom ser preso na Bolívia, no Paraguai, Colômbia ou Venezuela. E muito menos no México, onde a onda de violência faz mortos aos milhares. As prisões brasileiras são muito parecidas com as dos países próximos, com as de nossos colonizadores e com os exemplos que existem no mundo, salvo raras e honrosas exceções, que se contam nos dedos. Preso não vota, nem tem direito a se manifestar. Dependem dos advogados. Os políticos não olham para eles. Nem os governantes.
Mandela - A presidente Dilma Rousseff cumpriu pena em presídio feminino. Tem suas mágoas, suas amargas recordações, mas deu a volta por cima e está onde está. Mandela, na África do Sul, também pagou uma dura penitência de 29 anos, em condições extremamente difíceis. Saiu do presídio, organizou as massas e tomou o poder. Teve a preocupação de não agredir a minoria branca que governara desde os tempos antigos. Sua magnífica obra política inseriu o país nos principais fóruns internacionais.
Não é bom ficar preso. E as prisões brasileiras são, de fato, péssimas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, prefere morrer a cumprir pena. É uma opinião, mas seu ministério é o responsável pela construção de presídios e pela manutenção dos existentes. Aparentemente não tem feito nem uma coisa, nem outra. Agora quando se fecha o cerco jurídico em torno dos principais acusados, no mundo político, na Ação Penal 470, autoridades se lembram de que as penitenciárias constituem depósitos de pessoas. É verdade. Mas não é nada novo, nem original. Novidade é punir gente de colarinho branco.
Artigo publicado hoje no Jornal de Brasília.
O dólar fechou em forte alta hoje. A moeda norte-americana subiu 1,07% e encerrou cotada a R$ 2,074. Durante a tarde, a divisa chegou a R$ 2,075. Com isso, o dólar acumula em 2012 uma valorização de quase 11%. Em um ano, a alta chega a 18,9%.
No mercado acionário a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,74%, aos 57.486 pontos – após passar toda a manhã operando em queda. Em Nova York, Dow Jones sobe 0,31%, Nasdaq recua 0,06% e S&P 500 sobe 0,39%.
A decisão do governo federal de propor a antecipação do vencimento das concessões no setor elétrico está provocando uma revolução no segmento. Em primeiro lugar, a divulgação das intenções do governo serviu para derrubar os preços das ações das empresas de energia na Bolsa. As ações da Eletrobras, que têm investidores estrangeiros, já recuaram quase 50 %.
O fundo norueguês Skagen, responsável pela gestão de US$18 bilhões e detentor de 17,5% das ações preferenciais da Eletrobras enviou carta recomendando aos conselheiros que não prorroguem as concessões. No mesmo documento, os noruegueses afirmam que o Brasil está caminhando para se tornar uma segunda Argentina.
É uma acusação séria. Significa que o país não respeita acordos o que proporciona indefinições jurídicas. A presidente Dilma já se comprometeu, de público, a reduzir em 12% o preço da energia elétrica na residência do consumidor pessoa física. No caso das empresas, a redução deve chegar a 23%.
Presidente Dilma Rousseff, 13/11/2012
09h30 - Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Palácio do Planalto
16h00 - Cerimônia de lançamento do Programa Mais Irrigação
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram hoje o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a dez anos e dez meses de detenção. Assim ele terá que cumprir a pena em regime fechado de prisão. Além de permanecer detido por longo tempo, José Dirceu terá que pagar R$ 742 mil de multa pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.
O ex-presidente do PT, José Genoíno foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão pelos mesmos crimes atribuídos a José Dirceu: formação de quadrilha e corrupção ativa. Ele terá que pagar multa de R$ 468 mil.
O ministro Lewandowski deixou o plenário depois de mais um bate boca com o relator Joaquim Barbosa. Nos próximos dias, o ministro Ayres Brito vai se aposentar. E o ministro Teori Zavascki deverá assumir uma cadeira naquele plenário. E, ainda neste mês, Joaquim Barbosa assumirá a presidência da corte.
O julgamento do mensalão vai levar algum tempo. A publicação dos respectivos acórdãos vai tomar boa parte do primeiro semestre do próximo ano. E a análise dos embargos que serão interpostos poderá durar até o final do ano. A decisão final transitada em julgado só deverá ocorrer dentro de um ano.
Presidente Dilma Rousseff, 12/11/2012
10h00 - Joaquim Barbosa, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Palácio do Planalto
11h00 - Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados
15h00 - Helena Chagas, Ministra-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
16h30 - Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional
18h00 - Gleisi Hoffmann, Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
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Analistas consultados pelo Banco Central reduziram a estimativa da taxa de juros no Brasil para 2013, que, segundo eles, permanecerá estável em 7,25%, de acordo com o Boletim Focus distribuído hoje. Em relação à inflação, o mercado voltou a elevar sua perspectiva após reduzi-la na semana passada. Agora estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo encerrará este ano a 5,46%, ante 5,44%.
Para 2013, a pesquisa mostrou que o mercado manteve a expectativa de inflação de 5,40%. Em ambos os casos, as projeções permanecem longe do centro da meta do governo, de 4,5%. O mercado está cauteloso no que toca às análises sobre a recuperação da atividade no final deste ano. A indústria brasileira continua sendo o principal foco de atenções, dando sinais de que ainda patina. Em setembro, a produção do setor recuou 1% ante o mês anterior, no pior resultado em oito meses.
Os analistas consultados no Focus reduziram pela sétima vez a perspectiva para o setor neste ano, e agora estimam contração de 2,32%, ante queda de 2,31% na semana anterior. Para 2013, a perspectiva de expansão foi reduzida pela primeira vez, a 4,10%, contra 4,15%anteriormente.
Os especialistas projetam expansão do Produto Interno Bruto neste ano de apenas 1,54%. Para 2013, a perspectiva também foi mantida, em 4%. A pesquisa divulgada hoje mostrou também que o mercado manteve a previsão sobre o dólar este ano a 2,02 reais.
Empresa brasileira especializada em experimentos de alta tecnologia está procurando investidor disposto a arriscar seu dinheiro em propostas muito avançadas: o grupo de cientistas está ciente e consciente de que por intermédio de células tronco pode promover a recuperação de órgãos vitais do ser humano. Um rim que não funciona bem, por exemplo, fica novo. O fígado, massacrado por décadas de cervejinhas, se recupera. É quase inacreditável, mas é verdade. O século 21 está começando a aparecer na medicina. Experiências foram realizadas em animais com êxito surpreendente, inclusive na produção de um clone.
É evidente que não tenho conhecimento específico para explicar o funcionamento desta tecnologia. Apenas tive notícia do esforço do grupo que está em busca de recursos para desenvolver seu trabalho. Isso me remete ao espetáculo que a política tem apresentado nos últimos dias especialmente na última semana. A reeleição de Barack Obama foi mais fácil do que previam os analistas. Recebeu, prioritariamente, os votos dos negros, dos latinos, das mulheres e dos jovens. Romney teve o voto dos homens brancos. Este corte na votação norte-americana revela que o país está mudando na sua mais profunda constituição.
Maverick - Não se trata apenas do resultado da eleição. Trata-se do ocaso do herói solitário, o Maverick, o homem do faroeste que resolvia seus problemas na base do tiro e da coerção. Obama é o presidente do diálogo, da negociação e não gosta do confronto. Colocou de lado o papel de xerife do mundo, retirou tropas do Iraque e procura sair do atoleiro do Afeganistão. Ele, em verdade, dispõe de reduzidas possibilidades. O dinheiro anda escasso, a situação econômica não é favorável, os déficits são monumentais. Resta o caminho de imprimir dinheiro, o que ele tem feito aos magotes, e reduzir o tamanho do formidável e caríssimo dispositivo militar.
O poder nos Estados Unidos está mudando de qualidade porque sua população começa a perceber a vida de outra maneira. É necessário admitir o contraditório, abrir espaço para minorias e perceber dificuldades de grupos localizados. A eleição de Obama, para além das especulações político-partidárias, indica que no grande vizinho do norte as percepções populares estão admitindo outros conceitos. Não esquecer que Barack Obama é negro, nascido no Havaí, criado na Indonésia. Foi estudante na periferia de Nova Iorque, estudou em Harvard, formou-se em direito e trabalhou em bairros pobres de Chicago.
Nada mais emblemático que sua presença na Casa Branca. Agora reconfirmada pelo voto popular. A campanha do Partido Republicano limitou-se à repetição de velhos chavões da grandeza dos Estados Unidos e o desejo de retirar o negro da residência oficial do Presidente. Não deu certo. Há alguma recuperação econômica, o nível do desemprego se reduziu e o país poderá mostrar números melhores no próximo ano. Se isso ocorrer o mundo vai respirar melhor. E Obama vai se inscrever no livro dos grandes líderes daquela sociedade. Já os países da Zona do Euro não encontraram o caminho, nem os líderes, que possam conduzi-los a tempos melhores. As estimativas são de mais recessão e pior recessão.
São exemplos contraditórios. De um lado a busca pelo novo. Na outra ponta, problemas antigos, com soluções ainda mais antigas. Aqui na vizinha Argentina, a poderosa Cristina Kirchner revisita o passado complicado de seu país. A Argentina possui todos os ingredientes para ser uma sociedade de ponta. A população é alfabetizada, existe bom nível de industrialização. No entanto, o governo de Buenos Aires insiste em incentivar fórmulas antigas, ultrapassadas e anacrônicas. O povo foi para as ruas, promoveu um panelaço de enormes proporções que, cedo ou tarde, vai abalar a administração na Casa Rosada.
Corrupção - Na China, a palavra de ordem é o combate à corrupção. A família de um dos dirigentes acumulou em pouco tempo fortuna de 2.7 bilhões de dólares. O colosso chinês está reciclando seu comando, coisa que ocorre a cada dez anos. Deve reduzir o ritmo de crescimento econômico, mas ainda projeta ao menos mais que dobrar seu produto interno bruto no próximo decênio. Aliás, os organismos europeus já estimam que em pouco tempo China e Índia, somados, terão economia maior que a da Europa. É outro indicativo de que o século 21 não respeita autoridades, nem dogmas. Destrói reputações.
O Brasil demonstra perplexidade diante do novo cenário. As intervenções governamentais não têm sido suficientes para reerguer a economia. O emprego na indústria está em queda. A inflação frequenta níveis perigosos e os números da economia não são bons. Além disso, o governo não possui articulação razoável com o Congresso. A aprovação do projeto de lei dos royalties do petróleo foi um desastre para a produção nacional. O assunto vai chegar ao Supremo Tribunal Federal e as novas licitações para prospecção terão que aguardar a palavra final dos ministros. Vai demorar. Neste caso o atraso sairá muito caro. As empresas multinacionais naturalmente devem procurar outras áreas para investir na busca de petróleo.
Este é um interessante momento político do mundo. A pesquisa científica dá saltos em países periféricos como Brasil, China e Índia. Os Estados Unidos admitem procurar outras soluções, a Europa mergulha na crise e o Brasil hesita, demora, não age. Na situação atual perder tempo não significa apenas perder dinheiro. Desenha a distância entre o novo e o velho. Um abismo que será difícil ultrapassar em futuro próximo.
Artigo publicado hoje no Jornal de Brasília.
A votação da lei dos royalties na Câmara dos Deputados demonstra que o governo precisa rever, com urgência, sua liderança. O governo perdeu tudo. Os estados não produtores impuseram uma séria queda de receita aos estados produtores. O Rio de Janeiro perderá R$ 4 bilhões/ano. E mais: não colocaram a verba do pré-sal antes combinada para melhorar o sistema de educação do país.
A presidente Dilma terá que vetar. O assunto está longe de se concluir. E vai bater nos tribunais. Com isso, a licitação de novos blocos para exploração de petróleo continuará estacionada.
O Supremo Tribunal Federal recomeçou agora de tarde a sessão para fixar penas dos condenados – dosemetria. E começou quente com pesada discussão entre os ministros Marco Aurélio e Joaquim Barbosa. A questão é a fixação de penas excessivamente longas, como a de 40 anos para Marcos Valério.
Analistas norte-americanos colocaram muita adrenalina na eleição realizada nos Estados Unidos. Aqui neste discreto blog disse que a chance de derrota de Obama era mínima. Ele ganhou nos votos diretos e nos votos dos delegados eleitorais. Em suma, ganhou fácil. Nenhuma emoção especial na reta final.
Os republicanos, nos Estados Unidos, perderam o discurso e não perceberam que o mundo mudou. Os Estados Unidos já não exercem bem o papel de xerife do mundo, a diplomacia está tomando lugar dos procedimentos estilo faroeste e as economias vão mal tanto lá quanto na Europa e até na China. Não existem fórmulas mágicas para resolver estes problemas.
A supremacia branca e protestante está começando a perder para católicos, latinos e negros. A maneira de ver os problemas internos está mudando. Não basta matar o adversário nem fazer guerra. Não há mais dinheiro para manter as duas guerras simultâneas, a do Iraque e a do Afeganistão. Do Iraque, os norte-americanos já saíram, agora precisam deixar o Afeganistão. Não por boniteza, mas porque o dinheiro acabou.
Aquele país forte, poderoso, e disposto a conduzir o mundo fora do âmbito da ONU e dos diálogos internacionais, está fraco e não mais consegue atingir seus objetivos. Romney não conseguiu propor nada de novo diante desta nova realidade.
Presidente Dilma Rousseff, 07/10/2012
10h00 - Cerimônia de abertura da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC), Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília/DF
11h00 - Aloizio Mercadante, Ministro da Educação, Palácio do Planalto
11h30 - José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça
15h00 - Gleisi Hoffmann, Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
16h30 - Helena Chagas, Ministra-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
17h30 - Tawakkol Karman, Prêmio Nobel da Paz 2011
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O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo subia 2,17% aos 59.474 pontos no meio da tarde de hoje, seguindo o movimento de alta das Bolsas americanas. O mercado aposta na continuidade do governo do presidente Barack Obama. Os mercados americanos apresentam altas expressivas: o S&P 500 sobe 0,99%; o Dow Jones ganha 1,29% e o Nasdaq avança 0,64%.
No Brasil, o dólar se mantém estável frente ao real, negociado a R$ 2,030 na compra e R$ 2,032 na venda, uma queda de 0,14%. Na Europa, as principais Bolsas fecharam em alta. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, subiu 0,24%; o Dax, do pregão de Frankfurt, ganhou 0,70%; o Cac, de Paris, se valorizou 0,87% e o FTSE, da Bolsa de Londres, avançou 0,78%.
Na Ásia, os investidores mantiveram a cautela em relação às eleições americanas. Há também incerteza a respeito da troca do comando político no governo chinês. O índice Kospi, da bolsa de Seul, foi a exceção e subiu 1,05%, puxado pela alta das ações de montadoras. No Japão, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, teve queda de 0,36%. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, fechou em baixa de 0,28%. Na bolsa de Xangai, o Xangai Composto fechou com recuo de 0,28%.
Barack Obama tem maiores chances de vencer a eleição de hoje nos Estados Unidos. Mitt Romney conseguiu enfrentar com sucesso o democrata, mas é difícil fazer a mudança na Casa Branca neste momento. A economia norte-americana está começando a mostrar algumas evidências de recuperação, o que, naturalmnete, não é reconhecido pelos republicanos.
O fato é que eventual vitória de Romney será grande surpresa. Para os empresários brasileiros e a diplomacia nacional a vitória do republicano é melhor, pois ele tem compromisso com elevar o comércio com o Brasil e derrubar subsídios internos.
Presidente Dilma Rousseff, 06/11/2012
10h00 - Jaques Wagner, Governador da Bahia, Palácio do Planalto
11h30 - Peter Voser, Presidente mundial da Royal Dutch Shell
12h30 - Márcio Zimmermann, Ministro interino de Minas e Energia
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A presidente Dilma Rousseff irá a Moscou no início de dezembro. A assessoria política dos russos em Brasília está curiosa com a perspectiva de desenvolvimento de relações comerciais entre os dois países. A Rússia exporta petróleo e armas. Dilma passará seu aniversário em Moscou, o que encanta os diplomatas do Kremlin.
O primeiro quesito pode ser útil no curto prazo porque o Brasil perdeu sua autossuficiência. A Petrobras reduziu sua produção, o programa do álcool está mal e as licitações nas áreas do pré-sal ainda não começaram. Durante algum tempo o Brasil precisará adquirir petróleo no mercado internacional. Os russos querem gêneros alimentícios.
Os russos também pretendem fazer negócios com armas – eles têm o magnífico Sukhoi o melhor jato militar em utilização no mundo – e também na área aeroespacial. Os brasileiros possuem uma variada pauta de exportações para oferecer aos russos. Aliás, os diplomatas russos não entenderam até agora porque os brasileiros querem conversar sobre segurança no trânsito. Está na pauta a pedido de Brasília.
Presidente Dilma Rousseff, 05/11/2012
09h30 - Ideli Salvatti, Ministra-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Palácio do Planalto
10h00 - Gilberto Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
11h00 - Cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural 2012
15h00 - Aloizio Mercadante, Ministro da Educação
19h00 - Recepção aos agraciados com a Ordem do Mérito Cultural 2012, Palácio da Alvorada
Agendas dos outros poderes:
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Hoje circulou pela última fez o tradicionalíssimo e moderno Jornal da Tarde, editado pela mesma empresa que produz o Estado de São Paulo, o popular Estadão. O Jornal da Tarde foi uma experiência que exitiu durante 46 anos. Explorou, ao máximo, soluções criativas, modernas, inesperadas. Empregou jornalistas de elevada qualificação profissional e fez história no seu segmento.
Acabou. Foi uma escola tão importante quanto o Jornal do Brasil, no Rio, que, aliás, só existe na versão eletrônica. Não tem mais nem um décimo de sua anterior influência. Está fechando sua sucursal em Brasília. Triste caminho da imprensa escrita. Parece condenada a desaparecer ou a existir com um luxo para poucos. Até o poderoso The New York Times está vivendo tremendas dificuldades financeiras.
O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo está em queda na tarde de hoje puxado pelos papéis da Petrobras. No meio da tarde, o índice se desvalorizava 0,93% aos 57.146 pontos. Após dois dias de paralisação por causa da tempestade Sandy, as bolsas americanas reabriram em alta, mas inverteram o sinal. O S&P 500 caía 0,08%; o Dow Jones perdia 0,13% e o Nasdaq recuava 0,45%, no mesmo horário. No Brasil, o dólar opera em estabilidade frente ao real, cotado a R$ 2,029 na compra e R$ 2,031 na venda.
Na Europa, as principais Bolsas fecharam em queda, com exceção da Espanha. O índice Ibex, da Bolsa de Madri, subiu 0,11%; o Dax, do pregão de Frankfurt, recuou 0,33%; o Cac, da Bolsa de Paris, caiu 0,87% e o FTSE, do pregão de Londres, perdeu 1,15%. O desemprego aumentou de 11,5% para 11,6% em setembro na região do euro.
No Japão, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, teve alta de 0,98%. O índice Kospi, da bolsa de Seul, subiu 0,66%, enquanto o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, avançou 1%. Na bolsa de Xangai, o Xangai Composto fechou com alta de 0,32%. No acumulado do mês, o Nikkei subiu 0,65%, o Hang Seng avançou 3,84%, o Xangai Composto perdeu 0,83% e o Kospi caiu 4,21%.
A votação da momentosa questão dos royalties do petróleo foi adiada. Existem dois problemas sérios em torno deste assunto: o primeiro é que os estados produtores não querem perder as rendas originárias do negócio. A Petrobras paga fortunas para Rio de Janeiro e Espírito Santo a título de royalties pela exploração de petróleo na plataforma submarina adjacente aqueles estados.
Os estados distantes das áreas de exploração querem, agora, participar da divisão desta verba. O argumento é que o petróleo é da União, portanto, é de todos e seus rendimentos não podem ser canalizados apenas para alguns estados. O argumento é bom, mas não pode ser universalizado. Se assim for, estados que não produzem minério também vão pleitear receber o royalty por essa atividade. A divisão destes recursos é uma conta que não fecha.
Mas o governo está contra a parede. As grandes empresas petrolíferas estão desviando seus recursos para outras áreas promissoras fora do Brasil. O golfo do México, Angola, onde há uma espécie de pré-sal, Mar do Norte e Alaska. Então, é necessário retomar as licitações de área para que os investidores voltem para o Brasil. Mas nada pode ser licitado sem que haja acordo sobre a divisão dos royalties. O presidente da Câmara, Marco Maia, quer votar logo. O governo teme que a votação na Câmara, sem acordo, jogue muita pressão sobre o Senado, onde o projeto deverá também ser examinado e votado.
Presidente Dilma Rousseff, 31/10/2012
10h00 - Aloizio Mercadante, Ministro da Educação, Palácio do Planalto
11h00 - Celso Amorim, Ministro da Defesa
15h00 - Paulo Garcia, Prefeito de Goiânia (GO)
16h00 - Miriam Belchior, Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão
Agendas dos outros poderes:
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A ministra Ideli Salvati foi hoje ao Congresso Nacional para pedir cautela aos líderes na condução do debate sobre a destinação dos royalties do petróleo, resultado da exploração do pré-sal. A ministra demonstrou o receio do governo de que o assunto termine sendo judicializado, ou seja vá ser decidido pelo Judiciário – como se trata de pacto federativo é assunto destinado ao Supremo Tribunal Federal.
A discussão é dificílima. Os estados que estão frente ao mar na área de pesquisa não querem perder o que recebem. Os que estão longe desejam entrar na divisão. E o dinheiro não dá para todos. O Governo está parado diante do impasse. A produção de petróleo no Brasil está em queda - no último mês foi de 1.800 mil barris/dia. Precisa fazer novas licitações, mas nada pode fazer enquanto o Congresso não decidir como serão pagos os royalties.
Presidente Dilma Rousseff, 30/10/2012
10h00 - Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional, Palácio do Planalto
11h30 - Aldo Rebelo, Ministro do Esporte
15h00 - Márcio Zimmermann, Ministro interino de Minas e Energia
17h00 - Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp
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Perfil
André Gustavo Stumpf. Jornalista há mais de 40 anos, trabalhou em alguns dos principais jornais e revistas do País, reside em Brasília.
Recebeu vários prêmios e tem livros publicados. O mais recente deles, intitulado Da Minha Janela, foi lançado em 2010.
Histórico