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Publicação: Quinta-feira, 02/06/2016 às 16:22:42     Atualização: 02/06/2016 às 17:31:57
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Nasr revela conversa com equipe após acidente, mas não se conforma: "não tinha motivo"

O piloto brasiliense de Fórmula 1 Felipe Nasr concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), no Hospital Santa Lúcia, para anunciar uma nova parceria com o local. Porém, diante dos acontecimentos no GP de Mônaco, no último dia 29, quando se envolveu em um acidente com seu companheiro de Sauber, Marcus Ericsson, o anúncio acabou em segundo plano.

Os dois pilotos bateram após Nasr não acatar uma ordem da equipe para deixar Ericsson ultrapassá-lo na 50ª volta. Assim, o sueco forçou a passagem e acabou criando a colisão, que tirou ambos da corrida. Para Felipe, a ordem, naquele momento, não tinha explicação. 

“A pista estava molhada e secando no final da prova, então só forma um trilho. Achei muito otimista da parte dele tentar fazer uma ultrapassagem ali, naquele local e, muito mais que isso, acabar por tirar dois carros da equipe da prova.”, afirmou. Em seguida, o piloto disse não ter visto motivo para ter trocado de posição. "Na corrida, eu já tive que largar dos boxes e vinha fazendo uma corrida de recuperação. Por mérito meu, estava ali, naquela posição, à frente do meu companheiro, até que aconteceu o que aconteceu.”, continuou o piloto brasiliense.

Mesmo não concordando com a situação, Felipe revelou que os dois automobilistas, juntamente com a chefe de equipe da Sauber, Monisha Kaltenborn, tiveram uma conversa franca, onde mostraram seus lados e colocaram um fim na polêmica. “A gente teve uma conversa após o acidente e esclarecemos os pontos de vista, tanto meu, quanto dele e da Monisha. Agora vamos continuar. É uma coisa que temos que resolver da melhor maneira possível. Ainda temos o ano todo pela frente.”, explicou Nasr.

Leia Mais: Polêmica entre Nasr/Ericsson repercute, mas não é novidade

A Sauber vem em um ano complicado, principalmente por conta de fatores financeiros. Por conta disso, a equipe suíça não conseguiu acompanhar a evolução das demais e, no momento é, juntamente com a Manor, uma das duas únicas escudeiras que ainda não pontuaram na temporada. Mesmo com a baixa performance, o piloto ainda espera conseguir fazer boas apresentações para buscar ao menos o primeiro ponto.

“Eu não posso deixar de cumprir o meu trabalho por conta desses problemas. Toda vez que eu entro na pista, eu vou para fazer o meu melhor. Eu tenho contrato com a Sauber até o final do ano e faria de tudo para conseguir marcar um ponto, que seria quase como uma vitória para nós.”

Futuro incerto

Em sua segunda temporada na Fórmula 1, Felipe ainda espera conquistar muito na categoria. Diante de tantos problemas financeiros e técnicos da Sauber, sua continuação na escuderia não está descartada, mas o piloto também não crava a permanência. Sua prioridade é a realização de seus objetivos. 

“Eu preciso ter as opções na mesa, então não descarto a Sauber, mas tenho que olhar para o meu futuro também. Eu tenho muitos sonhos e objetivos na que ainda quero conquistar na Fórmula 1 e quero ter condições pra isso. Eu não quero ficar patinando no tempo e perder essa oportunidade.”, desabafou.

Para Nasr, esse ainda não é o momento de pensar em trocas, uma vez que a temporada ainda está no início, com apenas seis corridas completadas. Porém, ele afirma que sua equipe pessoal está atenta para as oportunidades e que ele já possui convites para correr em outras escuderias no ano que vem.

“Tenho boas pessoas trabalhando para que a gente consiga dar o próximo passo, considerando todas as opções disponíveis para 2017. Ainda acho que é cedo pra essas coisas acontecerem, mas, a partir do meio do ano, a gente já deve conversar para saber quais opções a gente tem. Posso falar que temos opções. Mais de uma.”, revelou Felipe.

 Nova parceria

Apesar de todas as atenções voltadas ao acidente em Mônaco e à equipe, Felipe ainda fez questão de ressaltar que o foco da coletiva era anunciar a nova parceria com o Hospital Santa Lúcia. O piloto ainda aproveitou sua passagem por Brasília para fazer exames de rotina.

“Fiz uma ressonância, coisa que já faço há muitos anos, desde a época do Kart. Como carro de corrida tem muita vibração, muito impacto, então tem que ver se está tudo no local, funcionando, ver se está tudo bem. Isso é o mais importante.”, finalizou.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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