Cidades.

Publicação: Domingo, 05/06/2016 às 08:46:02     Atualização: 05/06/2016 às 13:55:08
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Polícia Militar desocupa Torre Palace na manhã deste domingo (5)

A Polícia Militar do Distrito Federal invadiu o Torre Palace Hotel, por volta das 6h30 deste domingo (5), e desocupou o prédio. Cerca de 200 homens participaram da ação. Membros do Batalhão de Operações Especiais entraram no hotel pelo topo do prédio, utilizando dois helicópteros da corporação, enquanto homens do Batalhão de Choque entravam pelas escadas. Às 7h, os sem-teto se entregaram. 

Os invasores resistiram jogando tijolos, pedras e telhas. Eles chegaram a usar um fogão e um botijão de gás, incendiando o alto do prédio. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, foram usadas várias bombas de efeito moral, mas, apesar da resistência, ninguém ficou ferido. A operação chegou ao fim depois de cinco dias de negociação entre o governo e os invasores. 

Ao todo, três homens, quatro mulheres, dois idosos e quatro crianças foram retirados do local. Os adultos foram algemados e encaminhados para o Departamento de Polícia Especializada. Um dos homens ficou ferido após ser atingido por uma bala de borracha. Duas horas após a operação, um outro ocupante foi preso. Ele havia se escondido no prédio, mas foi capturado quando tentava fugir. As crianças que estavam no local foram as primeiras a serem retiradas do Torre Palace. Elas, bastante assustadas, receberam os primeiros socorros ainda no hotel e, em seguida, foram levadas para o Hospital Materno Infantil de Brasília. 

 

“Nós estamos no cumprimento de uma decisão judicial”, destacou a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar. Assim, todo o custo operacional da operação está sendo quantificado pela pasta. A Procuradoria-Geral do DF vai apresentar o valor ao Tribunal de Justiça do DF e Territórios para que os proprietários do Torre Palace arquem com os gastos. “As forças [de segurança] novamente demonstraram a capacidade operacional que possuem, com grande sucesso. O resgate era o elemento principal, porque vidas estavam em risco”, acrescentou.

O comandante-geral da PMDF, Coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, reforçou a eficiência da operação e o comprometimento de todos os envolvidos, policiais, bombeiros e agentes de diferentes órgãos. Ele afirmou ainda que as forças de segurança negociaram desde quarta-feira (1º), visando principalmente a proteção das crianças. “Tínhamos o planejamento pronto desde o primeiro momento. Todos os limites de negociação foram esgotados e resolvemos fazer a entrada tática. Também em respeito à população que passava por prejuízos, com o trânsito fechado.”

A corporação ainda faz a varredura completa no antigo hotel, mas já foram encontrados vários botijões de gás, combustível e facas. Segundo o comandante-geral, os adultos foram presos em flagrante e encaminhados para a delegacia, onde foram autuados por diversos crimes, como exposição de vida das crianças, tentativa de homicídio e dano ao patrimônio. O prédio será isolado e mantido sob vigilância até uma definição definitiva da justiça local.

A Secretaria de Segurança informou que, após dedetização e desratização, será erguido um muro até o primeiro andar do hotel. O trabalho será feito por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso, Funap, com tijolos cedidos pela Novacap. A segurança estará garantida 24 horas pela PM, e posteriormente ficará a cargo dos proprietários do hotel.

Os custos por cinco dias de operação serão totalizados pela pasta e enviados à Procuradoria do Distrito Federal para que sejam anexados ao processo em que os herdeiros discutem na Justiça a partilha do prédio.

Decisão judicial

A estrutura do prédio abandonado corre risco de colapso de acordo com laudo da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, subordinada à pasta de Segurança Pública. Os riscos foram reconhecidos pelo desembargador Sebastião Coelho, da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios.  Por liminar, em 26 de maio, ele concedeu parecer favorável para que o governo de Brasília desocupasse o prédio.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília, com agências

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