Sem FirulaVicente Dattoli

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Publicação: Segunda-feira, 06/06/2016
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Vitória embola

Sim, tem trocadilho infame. O triunfo do Vitória (agora, sem trocadilho) sobre o Internacional, mais do que tirar a invencibilidade do Colorado no Brasileiro (resta agora, sem derrota, a Chapecoense), serviu para embolar as primeiras colocações da competição, numa demonstração de como teremos emoções, até o final, por conta deste equilíbrio. A combinação de resultados do fim de semana, por sinal, acabou sendo cruel para o time gaúcho: de primeiro lugar sem derrotas caiu para a terceira posição, atrás de Corinthians e Grêmio, que venceu a Ponte Preta no finzinho. Não se pense, porém, que o bolo está apenas em cima. Na zona de rebaixamento, o Botafogo pegou a lanterna, mas uma vitória pode recolocá-lo acima deste problema. E, apenas para que não digam que este colunista esqueceu... Quantas vezes até o fim do Brasileiro veremos o Flamengo ser beneficiado pela arbitragem? O pênalti não marcado, ontem, contra o Palmeiras... Aí eu pergunto: se no lance, cabeças quentes, jogadores do Verdão fossem expulsos, quem pagaria o prejuízo? E o pênalti a seguir, marcado, com a expulsão, seria suficiente para garantir a vitória da equipe de Cuca, sem o sufoco que foi até o fim.

Que noite...

Não chegava a fazer frio, mas a noite de sábado, pelo menos no Rio de Janeiro, era um convite a ficar em casa. Ótimo. Tem futebol à vontade, começando pelo Brasileiro (Corinthians x Coritiba e Chapecoense x Fluminense) e, a seguir, seleção brasileira (contra o Equador) pela Copa América Centenário. Tempo ruim... Desculpa perfeita, não é mesmo? E foi pensando assim que o colunista ignorou o convite para a comemoração de um aniversário e deixou-se levar pelas imagens da telinha. Enquanto aguardava os jogos do Brasileiro, uma olhadinha em Haiti x Peru, também pela Copa América não faria mal, não é mesmo? Faria, sim. Jogo ruim. Tão ruim que os peruanos sofreram para bater os haitianos, que de futebol não entendem nada.

E lá vamos nós para o Brasileiro. Como estou no Rio, e a Chapecoense era uma das atrações do Brasileiro até aqui (a outra era o Santa Cruz, mas perdendo para o Atlético Paranaense engatou duas derrotas em dois jogos, o encanto pelo visto acabou), decidi acompanhar o jogo do tricolor carioca. Para começar, um susto: a arena Índio Condá estava vazia. Tudo bem que, segundo declarações, a temperatura na cidade era de 13 graus Celsius. Mas... Se com o time bem na tabela não vão mais do que cinco mil pessoas ao estádio, o que esperar se a Chape despencar? Tem horas, com sinceridade, que concordo que deveriam participar do Brasileiro apenas times com torcida...

O jogo... Bem, o jogo foi ruim de dar dó. Oportunidades poucas, futebol esquecido. O 0 a 0 acabou sendo justo pelo que os dois times não apresentaram. E ambos perderam a chance de encostar no G-4. Na realidade, pelo que acontecia em São Paulo, estavam perdendo a chance de entrar no G-4 - a derrota do Corinthians propiciaria isso. Mas o Timão mostrou que está encontrando seu ritmo e virou o jogo contra o Coxa aos 49 do segundo tempo. O time paranaense parece, desde já, na mesma trajetória que o importunou por todo o campeonato passado: luta intensa contra o rebaixamento.

Faltava a seleção. Para começar, mais uma boa notícia: estádio cheio. Tudo bem que nas imagens da televisão a impressão não era bem essa, mas quando o público foi divulgado... Mais de 52 mil pagantes! Público para lotar o Itaquerão, a Arena da Baixada, encher o Maracanã (onde hoje só cabem 75 mil...). Difícil era saber quem tinha a maior torcida, afinal de contas, o Equador também é amarelo.

Bola rolando e o futebol... Longe, bem longe. De dar sono, ainda mais se levarmos em conta que a temperatura (em casa) caía, a chuva aparecia e já passava de meia noite. Deu para acordar quando o bandeirinha, amigo, anulou um gol legítimo do Equador, num frangaço de Allison. Se mantiver a coerência, Dunga nunca mais vai chamá-lo. Ou melhor, na próxima convocação (o jogo das eliminatórias vai ser justamente contra o Equador) o coloca na reserva. Depois, adeus. Foi assim que fez com Jefferson, do Botafogo - que nem falhou tão feio. Coerência é isso, treinador.

Com o gol mal anulado, pode-se dizer que o placar de 0 a 0 acabou sendo muito bom para o Brasil. O Peru lidera o grupo e vai se matar contra o Equador. Uma goleada sobre o Haiti, e um empate contra os peruanos levam o Brasil à segunda fase. Mas... Será que é isso que desejamos? Como disse, estamos pensando nas eliminatórias. O Brasil é sexto e seu próximo jogo será contra o Equador, que está em segundo lugar e virá mordido pela vitória que a arbitragem impediu. Vai ser complicado. Pensando bem, talvez fosse melhor ter ido ao aniversário. Sorte que a cama estava quentinha e as idas à cozinha compensaram...

 

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