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Terça-feira, 05/04/2016
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Startup de Brasília aplica hardware e software para melhorar a experiência dos usuários de seu servi

 
Até onde vai a busca pela excelência no atendimento? Esta é uma pergunta que tenho me feito e no nosso dia a dia nos deparamos com o atendimento lastimável em tantas empresas e prestadores de serviço. Mas, esta é uma das coisas que vemos mudar com o passar dos tempos, atualmente, vemos crescerem serviços que vem de empresas desconhecidas e que em muito pouco tempo tomam conta do globo, neste caso, cito nominalmente a UBER, AIRBNB e o Spotify como exemplo. 
 
O que leva uma empresa a crescer tanto? Como elas tomam o tal gosto popular e em poucos anos tem esse crescimento meteórico? Acho que uma das respostas vem da tão falada experiência do usuário. Esta experiência é o que eleva o prazer de usar o serviço ou o produto, gerando a vontade de vestir a camisa da empresa que as vezes nem conhece. A Experiência que se repete da mesma forma, em qualquer lugar, para qualquer uso do serviço ou produto, esta é a real explicação. Imagine-se pegando uma carona e indiferente do carro, do motorista ou do trajeto, ter a mesma experiência, sempre surpreendendo você nos detalhes e ao mesmo tempo no cotidiano. Isto gera a fidelização e a defesa da marca, também abre a porta para você ignorar a experiência ruim, e, caso aconteça o cliente defende a marca e retruca ao desgosto com a frase: -Foi um dia ruim, acredito na empresa, ela vai resolver e eu vou usar de novo! 
 
Na teoria é simples, mas na prática, a experiência bem sucedida se dá por meio de processos validados, treinamentos continuos, times com empoderamento e principalmente por uma rede de colaboradores extremamente comprometida com a causa e com os objetivos e metas da companhia. Porém para que tudo isso seja mensurável, precisamos de métricas e captura de informações, que no modelo tradicional vem por meio do feedback dos usuários, pesquisas e conferências por parte da empresa. 
 
Na última semana de março aconteceu em São Paulo, o QCON, uma conferência mundial de desenvolvimento de software que reune os melhores profissionais do mundo em 3 dias de apresentações e dois dias de workshops. O QCON SP desse ano foi o melhor dos últimos anos segundo seus organizadores, e nesta conferência, uma startup de Brasília apresentou seu caso de negócios. Nada seria diferente se a apresentação não fosse sobre medição de experiência de usuários com os serviços de seu recente lançado aplicativo, o Hey, um aplicativo de caronas compartilhadas. O Hey usa o feedback dos usuários para medir a experiência, e além disso junta a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial para capturar e tratar variáveis de ambiente e dados diversos alheios a carona.
 
A grande inovação, apresentada pelo Vitor Meriat, arquiteto chefe de nuvem da Gubes, empresa que desenvolve o Hey, une um dispositivo conectado a nuvem, gerando dados do veículo, pessoas e ambiente dentro do carro, une estas informações ao clima e tempo e dados de trajeto e por fim junta as informações passadas pelo motorista e pelos passageiros passados na avaliação e com isso consegue inferir sobre como seria melhor se não fizesse o trajeto por uma determinada rua em um dia de chuva, pois depois de algumas corridas a avaliação havia sido ruim.
 
Inovação no palco, unindo a Internet das Coisas, é algo que cada vez mais veremos. Esta revolução das coisas conectadas e cada vez mais inteligentes será uma realidade cada vez mais presente em nosso dia a dia.  
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Quarta-feira, 20/01/2016

2016 - O Ano em que a Terra mudará a forma de enxergar a tecnologia

A partir do dia 20 de Janeiro, Davos, na Suíça, será palco do Fórum Econômico Mundial. O tema deste ano é a nova revolução industrial, ou a tão falada, Indústria 4.0. A maior revolução da história fabril e esta, sem nenhum líder definido, operada somente pela tecnologia. Fábricas conectadas, controladas remotamente, interagindo com consumidores e levantando processos de acordo com a necessidade do mercado sem intervenção humana. Para o universo das empresas e empreendedores digitais com foco em Internet das Coisas, este ano começou com a CES pela primeira vez segmentando IoT em seus expositores e agora dando continuação, o Fórum da Davos trazendo o tema, antes restrito a conferências técnicas, para os noticiários e abrindo uma discussão no cotidiano sobre um tema.

Internet das Coisas, do inglês Internet of Things - ou simplesmente IoT, termo cunhado em 1999 para uma reunião de apresentação de uma tecnologia de identificação de objetos, veio para ficar e toma de assalto produtos e paradigmas já existentes. Esta tecnologia engloba a maior renovação de processos e produtos que já fora vista. Segundo uma pesquisa da Unidade de Inteligência Economista feita com 779 líderes de tecnologia a nível global, 96% deles esperam que seus negócios estejam usando de alguma forma IoT. Para complementar o estudo, 60% dos entrevistados também concordam que as empresas e negócios que não reagirem rápido a nova onda perderão mercado e ficarão obsoletas.

Esta tal revolução, que vem acontecendo silenciosamente, está transformando produtos, que em sua grande maioria já possuíam inteligência, trazendo eles para a internet e tornando-os integrados e interativos, muitas das vezes mais inteligentes e autônomos. Isto se tornou possível por causa da evolução da chamada Inteligência Artificial e da nuvem. Chegamos ao ponto em que não tem mais volta, cidades inteligentes, casas conectadas e carros autônomos já são uma realidade em alguns países e muito em breve veremos o Brasil entrar nesse hall. Assim eu espero!

Fechamos 2015 com os Estados Unidos liberando os testes do carro voador, mas o mundo da tecnologia e os inovadores não poderiam começar 2016 sem nada que desafiasse novamente os limites. Assim veio o EHang 184, drone que pode transportar humanos que foi apresentado na CES de 2016. O EHang vai voar a 60 milhas por hora a 11000 pés de altitude e terá capacidade de transportar uma pessoa, o que não torna carros autônomos e o possível carro voador menos importantes, mas abre precedentes para uma nova indústria de serviços de transporte.

Por falar em transporte, o Uber em Las Vegas já leva passageiros em helicópteros por $99 dólares a corrida, não muito longa, e abre mais uma porta para a economia compartilhada ao levar o luxo do transporte, antes somente acessível a altos executivos ou endinheirados, para pessoas comuns. Aos poucos, vemos a tecnologia abrindo precedentes e revolucionando a cada minuto o cenário tido como tradicional.

O futuro está perto de você e quanto menos você enxergar a tecnologia, mais avançada ela estará. Como já falamos aqui nesta coluna, o futuro é não termos mais telefones inteligentes integrando tudo, mas nós mesmos sermos os gatilhos do acionamento da tecnologia que nos cerca.

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Quarta-feira, 13/01/2016

CES 2016

Na última semana em Las Vegas aconteceu a CES, evento que é a porta de entrada para todos os negócios de tecnologia do mundo. A 50 anos ele acontece e nesta edição teve recordes de audiência e lançamentos. Foram mais de 170.000 participantes em um espaço equivalente a 50 campos de futebol. Novidades expostas por mais de 3.800 expositores, dos participantes 50.000 pessoas eram de fora dos Estados Unidos.
 
Uma semana inteira de apresentações, sessões exclusivas para mídia, reuniões e muitos produtos e tecnologias sendo apresentadas, este ano a CES contou com 4 espaços na cidade de Las Vegas. A organização do evento fica por conta da CTA, Consumer Technology Association, associação responsável pela industria de tecnologia dos Estados Unidos, a qual representa um cifra de $287 bilhões de dólares no mercado americano. 
 
Mais de 50 países, incluindo uma delegação de Cuba, pela primeira vez presente no evento, a cobertura mundial de imprensa teve mais de 6000 credenciados, dentre eles nós aqui no Jornal de Brasília. A repercussão nas redes sociais, bateu a casa de 1.3 milhões de menções a hashtag #CES2016 e mais de 15 bilhões de impressões entre 5 e 9 de Janeiro. 
 
Um evento desta proporção fez com que a logística da cidade mudasse, necessitando de atenções especiais, principalmente com relação a transporte, neste campo a Uber e a Lyft estavam presentes e mais uma vez vemos a nova economia auxiliando na resolução de problemas cotidianos de forma brilhante. 
 
Dentre os expositores, marcas e empresas de renome e também pequenas startups e inventores, além de empresas de logística, mídia, comércio e fabricantes de insumos para eletrônica e software. Para as pequenas Startups e inventores tínhamos um setor exclusivo chamado Eureka Park, neste encontrávamos pequenas empresas, algumas em fase de produção, outras em fase de criação e validação do produto mas todas com um único propósito, o de fazer tecnologia e inovar. Este setor foi naturalmente o que me chamou mais atenção e onde passei grande parte do tempo, pois é destas empresas que vemos como fazer algo realmente inovador, sem recursos e as vezes delas despontam tecnologias que tomam o nosso cotidiano. 
 
Gigantes como Samsung, Qualcomm, Bosh, Microship, Microsoft, Spotify, Netflix, NXP, Whirlpool, Sony, Canon, dentre outras, trouxeram novidades em seus setores e nos stands era possível se usar o produto, este possivelmente é o que atrai tanto os visitantes da CES, o tocar na nova tecnologia, a demonstração do funcionamento, com os engenheiros ao lado e os executivos das companhias do outro, fechando uma linha que vai da explicação a comercialização e logística de entrega. Um verdadeiro show de negócios.


Números do setor para 2016 apontam um crescimento 48% no uso de laptops 2 em 1, projetam também 65% de crescimento nas TVs 4K e falam de 1.2 milhão de unidades de produtos de Realidade Virtual com uma receita de mais de $ 540 milhões de dólares. Estes números são singelos quando vamos para as tecnologias vestíveis que serão responsáveis por $3.7 bilhões de dólares e os produtos para casas inteligentes responsáveis por $1.2 bilhões. Na frente ainda telefones celulares com o equivalente a $55 bilhões, seguido pelos Tablets com $18 bilhões. 

Dentre os produtos e lançamentos tivemos câmeras de ação e de 360 Graus, robôs controlados por luvas, para os amantes de Star Wars o BB8 da Sphero vai ganhar uma pulseira para que possa ser controlado com o movimento da mão. Carros com painéis cada vez mais inteligentes e centrais multimídia mais podentes também estavam entre os ítens com mais nível de "WoW" por visita. Por falar em veículos, uma motocicleta chamada Gogoro, já a venda em Taiwan, além de ser elétrica, cobra seus usuários por milha rodada ao usarem um dos armários de recarga disponíveis na cidade. 

Televisores inteligentes, com altíssima resolução (8K), máquinas de lavar e geladeiras que se conectam a Amazon e fazem compras de insumos, drones, fones de ouvido a prova d’água e com baixo consumo de bateria, e milhares de outros itens estavam presentes a cada corredor. Certamente o que mais impressionou alguns foi a ideia de termos um drone tripulado, mas não parou por ai, de crescimento de cabelos a carros autônomos tínhamos protótipos por todos os lados. Realidade virtual e Aumentada foram dois temas que tínhamos em quase todo corredor, Internet das Coisas e conectividade também presentes em quase todos os expositores. Casas Inteligentes e sensores de quase tudo também estavam por lá. Um sensor de cheiros é promessa de uma empresa francesa para 2018 e outro de toque também deve sair em breve.
 
Importante citar que no quesito sensoriamento da tecnologia, vejo o setor mais preocupado em integrar sentimentos e percepções do que somente incluir sensores nos produtos e conecta-los. Com isso teremos uma segunda onda da Internet das Coisas, onde teremos mais coisas inteligentes e com percepção de realidade, ao invés de somente conectar a uma nuvem e ser controlada por uma aplicação, cada vez mais a partir de agora veremos a deteção de ações de acordo com gatilhos e não mais a necessidade de uma ação manual. 
 
Na minha visita a NXP, onde tínhamos IoT em quase tudo, era clara a ideia que estamos mudando a forma de interagir com a tecnologia e cada vez mais ela ficará despercebida e nos trará maiores benefícios. A ideia de termos um celular para fazer pagamentos ou abrirmos a porta de casa está ficando para trás e em breve usaremos somente uma pulseira ou um relógio inteligente, ou somente nosso batimento cardíaco com uma imagem térmica que nos identificará e todo o resto será feito pelo ambiente. 
 
Em breve todo o material editado do evento, como entrevistas, vídeos e posts de produtos estarão nos meus canais do Youtube e no jorgemaia.com.br e por aqui.

Aproveito e convido você a ouvir o meu PodCast no jorgecast.com.br
 
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Quinta-feira, 31/12/2015

31/12/2015 - Um pouco, bem pouco sobre tecnologia em 2015

 

Chegamos ao fim de 2015, terminando mais um ano cheio de inovações e com várias tecnologias saindo dos laboratórios e empresas e indo para o nosso cotidiano, com isso revoluções nas formas de trabalho, relacionamentos e mercado. 
 
Neste ano vimos as operadoras de celular falarem que a banda de voz está com folga e que a carga maior dos usuários está nos dados. Em resumo uma revolução na forma que usamos o telefone, aparelho que na descrição atual das funcionalidades diz que também serve para fazer ligações, embora esta seja uma funcionalidade que muito pouco interessa. Em uma era que é bem melhor mandar uma mensagem e que famílias conversam na mesa de jantar por meio dos smartphones, tivemos no final do ano uma interrupção por uma medida judicial no Whatsapp, um serviço de mensagens de texto. A decisão falava em 48 horas, mas na verdade não durou nem 12. Tempo este que foi responsável por dezenas de milhares de usuários se utilizarem de VPNs (redes privadas) para acesso ao aplicativo, com isso burlando a justiça. Resultando em uma imensidão de dados roubados, dentre eles senhas, imagens, conversas, emails e etc. 
 
Falando de roubo de dados, 2015 foi o ano de se falar em privacidade, a Apple liberou que os usuários deixassem de ver propaganda em seus celulares, a AVG anunciou que vende os dados de usuários, inclusive seus históricos de navegação na internet. Um caso famoso foi o da VTEC que teve dados de crianças expostos após um ataque de hackers. Os jornais diariamente apresentaram  casos e mais casos de fotos íntimas, os tais nudes, que vazavam depois de um computador ir para manutenção, ou por uma falha de segurança nos serviços de nuvem. 
 
Ano também de popularização dos serviços de streaming, como Netflix, Spotify, Deezer e outros. Custo barato, acervo imensamente grande e liberdade para que o espectador ou ouvinte possa definir o momento de assistir ou ouvir a programação que ele mesmo monta. No final do ano o acervo dos Beatles veio para o Spotify gerando um barulho enorme na comunidade e fazendo o serviço crescer ainda mais no gosto popular. Como nem só os bonzinhos criam aplicações e serviços, tivemos também os “streamings piratas”, como foi o caso do Popcorn Time, banido em alguns países, e que se usou de VPNs para manter o serviço funcionando. Falando novamente nessas redes, o mesmo problema de privacidade e etc vem a tona. 
 
Falando de duas conhecidas rivais, a Microsoft Lançou seu laptop, conquistando uma legião de usuários com sua configuração bem colocada nos comparativos, o Surface Book, é um tablet com poder de um laptop e vice-versa. A Apple entrou no mercado com o Apple Watch e novamente elevou a ideia de ter um gadget a um desejo. Modelos que variam de milhares de Reais a uma Centena de Milhares de Reais vieram ao mercado e na onda surgiram dezenas de outros modelos de diversos fabricantes, famosos na relojoaria e de tecnologia. Eu particularmente sou usuário desde o primeiro smartwatch que surgiu o Pebble, comprei o da Apple e que os fan-boys da marca da maça não me ouçam, prefiro o Pebble, mas tudo pode mudar, tenho usado bastante e realmente a gama de aplicações faz a diferença. Um conselho para quem ainda não tem nenhum, é, que você deve comprar um e usar para melhorar sua produtividade, medir seus passos, exercícios, controlar atividades e etc.
 
As coisas em 2015, tornaram-se mais conectadas, nós nos tornamos cada vez mais conectados e com isso a tal Internet das Coisas, termo cunhado para definir dispositivos que conectados a Internet que podem interagir entre si sem intervenção humana, veio para ficar. De casas até remédios se comunicam com a nuvem, mudando nossa forma de atuar no dia a dia. Ainda vivemos uma fase inicial e tem muito por vir ainda, mas os números de projeções se cumprem e batem metas a cada dia, com isso tornamos cada vez mais a cena dos agentes inteligentes uma realidade. 
 
Ser reconhecido ao entrar em um ambiente, ter suas preferências aplicadas a máquinas e dispositivos sem sequer tocar em um telefone serão cada vez mais uma realidade. Rastrear bens, animais, pessoas é só o começo. 2016 promete nos dar muitas novidades. 
 
Impossível falar deste ano sem falar da economia compartilhada, Uber e Airbnb são os mais famosos. Cases de pessoas regulando o trabalho de pessoas, um formato comunitário, fazendo com que o tempo ocioso seja convertido em dinheiro e com isso vamos mudando a percepção do capitalismo e criamos uma nova era. Ainda teremos muito a falar sobre isso aqui na coluna. 
 
Para finalizar, não que tenhamos falado de tudo que aconteceu neste ano, lembro que começamos o ano com o Google testando seu carro autônomo em alguns locais dos Estados Unidos e com a ideia de ter uma companhia de Taxi autônomo em Nova Iorque e agora em novembro começaram os testes do primeiro carro voador com a promessa de que estará no mercado em 10 anos a preço de um carro de luxo.
 
Que venha 2016! 

 
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Sexta-feira, 11/12/2015

Pesquisa mostra que em 5 anos não teremos mais Smartphones. Será?

Em 2007 o mundo conheceu o Iphone da Apple, possivelmente um aparelho que veio para mudar o conceito de telefonia pessoal móvel. Quem naquela época imaginaria que alguns anos depois teríamos o tal telefone inteligente sendo um objeto indispensável no dia a dia da maioria da população? Indo mais além, quem imaginaria que a dependência seria tamanha que uma nova dependência psicológica seria criada e um tratamento para os viciados seria pauta atual em conversas… 
 
Pois é verdade, hoje somos dependentes destes aparelhos, sejam Iphones, Androids, Windows Phones, HiPhones e etc. Nos almoços de família o telefone substitui a conversa nas mesas, jovens que vão à shows chegam a não ver o show para enviar fotos para redes sociais no momento da apresentação. Viramos geradores de conteúdo e deixamos de lado a vida por causa disso e o agente desta mudança é o tão famigerado Smartphone. 
 
A pirâmide de Maslow, que define as necessidades de forma hierárquica, tem como base a fisiologia, ou seja, respiração, comida, sono, dentre outras necessidades. Pensando como um ser humano moderno, mudamos essa base que deveria ser a necessidade básica, para WIFI e Bateria, com isso podemos ter mais tempo de uso dos aparelhos inteligentes. 
 
Tudo isso faz parte do cotidiano, até agora. O que vemos surgir atualmente são agentes inteligentes que reconhecem sensores, pessoas, coisas, e, estes controlarão tudo a nossa volta em muito pouco tempo. Para isso teremos a Inteligência artificial tomando conta das decisões das máquinas orquestrando os detalhes por trás do palco destas soluções tecnológicas. 
 
Este futuro não distante, já acontece, em escala pequena e modesta e vem entrando em nossas vidas por meio de dispositivos vestíveis, lâmpadas inteligentes que reconhecem nossos aparelhos de telefone ou pulseiras, fechaduras que abrem ao perceberem nossa presença. E quando tudo isso realmente interagir entre si e conseguir agir e melhorar nossa vida? Qual o real papel do Smartphone nesse cenário? 
 
Uma pesquisa da Ericsson, recentemente ouviu 100.000 pessoas em 39 países, e em um dos trechos da análise chegou a conclusão que os Smartphones devem desaparecer em 5 anos. Se pensarmos que a Inteligência Artificial já está dentro de nossas vidas por meio dos assistentes pessoais, sensores inseridos nos corpos já monitoram sinais vitais, reconhecimentos diversos e ações de sensores tornam a cada dia nossas cidades mais inteligentes, a pergunta que resta é a seguinte: Você realmente acredita que ainda teremos os celulares no formato atual dentro de alguns anos? 
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Quinta-feira, 03/12/2015

Até quando protegeremos nossas casas?

Estamos Seguros?
 
O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) em recente pesquisa sobre a disponibilidade das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na sociedade brasileira reportou que 50% (cinquenta por cento) das residências estão conectadas a Internet.
 
Foram entrevistados 19 mil residências em mais de 350 municípios entre outubro de 2014 e março de 2015. Ainda nesta pesquisa mais de 90% das casas possuem smartphones e televisões (inteligentes ou não).
 
Número ainda pouco expressivo frente a outros países, porém nos demonstra que estamos realmente na Internet, seja em casa ou nos celulares que tem presença em quase 100% da amostra. Outro dado interessante é que 47% dos brasileiros com mais de 10 anos, ou seja, mais de 80 milhões de pessoas navegaram por meio de um celular.
 
Uma idade cada vez menor está se conectando, indiferente do motivo, temos a cada dia uma sociedade mais conectada e dependente da rede. Produtividade, diversão, monitoramento, comodidade, compras, serviços, trabalho, etc… Enumeras são as necessidades criadas no dia a dia moderno. 
 
Quantos equipamentos que se conectam a rede temos em nossas residências? Esta é uma pergunta que geralmente não fazemos, nem costumamos responder, pois, para que esse dado interessa? O que queremos é cada vez mais conforto, mais praticidade e modernidade em nossas vidas. Comum hoje é você encontrar uma família almoçando com seus smartphones nas mãos, bom quando eles ainda se comunicam por ele, caso, que quase nunca acontece, pois sempre surge uma enormidade de notificações de redes sociais, emails de trabalho, escola, colegas, mensagens eletrônicas e raramente uma ligação. A rede de voz de telefonia está ociosa enquanto a banda de dados sofre a cada dia mais sobrecarga. 
 
Na sala temos uma televisão inteligente ou um videogame com uma câmera no centro e com um raio de visão de todo o ambiente, monitorando a cada segundo o espectro de voz para ver se vai responder a um comando, filmando a cara das pessoas para ver se são os jogadores conhecidos. Isso sem falar das milhares de fotos que guardamos nos serviços “gratuitos” da tal nuvem, temos registros de toda uma vida, com todos os passos e pessoas que compartilham tais momentos. Por falar de momentos, o que fazemos quanto temos um momento agradável? Compartilhamos no Facebook, ou enviamos mensagens para amigos no WhatsApp ou Snapchat. Ignorando o fato que deixamos de viver a vida real para integrarmos um grupo das pessoas “sociais” virtualmente, local onde temos milhares de seguidores, centenas de amigos que sabem do minuto a minuto de nossas vidas e alimentamos cada vez mais. 
 
Nossos dados estão realmente seguros nesses aparelhos e serviços? Esta é a questão que geralmente nunca é feita. Imagine se todos os seus dados caíssem nas mãos de pessoas mal intencionadas, todas as imagens, rotas de carro, ultimas viagens, fotos de todos os documentos, imagens da sua sala em momentos íntimos de sua família e todo seu histórico de vida nos últimos anos. 
Esta é uma experiência que seria no mínimo desgastante e por que não dizer onerosa. 
 
Uma empresa que vende brinquedos teve seus servidores atacados recentemente, trata-se da Vtech, o problema é que ela não vende somente brinquedos, ela comercializa um tablet e um tem um aplicativo que permite aos pais conversarem com os filhos usando os tablets da companhia. Os dados roubados incluem 190 gigabytes de fotos do serviço, além de dados de mais de 4 milhões de pais que compraram os serviços, também incluído no pacote estavam nomes, gêneros e aniversários de mais de 6 milhões de crianças sendo quase 37 mil da América Latina.  
 
Automatização de residências, fábricas, carros, remédios conectados a internet por meio de capsulas que ao tocarem o suco gástrico enviam dados de consumo ao smartphone, cidades que prometem prover dados e efetuar gestão de recursos estão surgindo e a pergunta que fica é nossos dados estão realmente seguros nesses dispositivos e serviços? 
 
A decisão atual não é mais sobre a privacidade, pois isso não existe mais. Agora a decisão é se você vive a tecnologia ou desconecta-se do mundo da Internet das Coisas. O certo é que teremos ainda uma grande revolução pela frente e a decisão não será tão fácil quanto a que temos hoje.   
 
 

  
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Perfil.

Jorge Maia

Cientista da Computação, desenvolvedor de software e hardware. Consultor, coach de metodologias ágeis e mentor de times de desenvolvimento, palestrante em eventos nacionais e internacionais. Idealizador e apoiador de eventos de tecnologia, Internet das Coisas e Hackathons. Fundador dos CrazyTechGuys, grupo de apoio a pesquisa e disseminação de conteúdo para comunidade de forma gratuita, é também, CIO e technical advisor na startup Gubes, coordenador de treinamentos e eventos no CrazyTechLabs e Consultor de IoT pela Dev4US. Sempre em busca de novidades sobre IoT, empreendedorismo digital e das melhores práticas para desenvolvimento de produtos e aplicações. Escreve um blog, grava um Podcast e também um programa de rádio na Transamérica Brasília.

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