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Quinta-feira, 04/08/2016
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Neonazistas são condenados em Minas Gerais

 

 

Em 2013, os jovens Antônio Donato e Marcus Vinícius foram acusados em Belo Horizonte de propagar ideias nazistas, racismo e formação de quadrilha. Em 18 de abril de 2016, foram sentenciados a oito e quatro anos de prisão, respectivamente. A Federação Israelita (Fisemg) foi assistente de acusação.

 

 

Eles têm o direito de recorrer da sentença em liberdade, “ante a inocorrência, neste momento, dos requisitos para a decretação da prisão preventiva”, afirma Raquel Vasconcelos Alves de Lima, juíza federal substituta da 9ª Vara. 

 

 

Na fase de diligências, as defesas de Antônio Donato e Marcus Vinícius requereram a realização de exame de insanidade mental. A juíza concluiu que ambos têm plena consciência de seus atos. As páginas deles nas redes sociais estavam repletas de símbolos nazistas. Antônio Donato já havia sido condenado quatro vezes por homofobia e agressão anos antes.

 

 

A polícia encontrou também mensagens com conteúdo racista, com incitamento à violência e ao preconceito contra minorias. Foi a partir de sua página na rede social que a polícia encontrou o segundo acusado, Marcus Vinicius. Ele aparece um uma fotografia ao lado de Antônio Donato e um menor de idade, filho de Marcus. Nela, os três fazem a saudação nazista. Para a polícia, a criança foi induzida a fazer o gesto. Na página de Marcus, foram encontradas fotos com bandeiras, suásticas e socos-ingleses. 

 

 

 

Assistente de acusação, a Federação Israelita do Estado de Minas Gerais (FISEMG) requereu a condenação de ambos com uma pena acima do mínimo legal e o regime inicial fechado, sem a hipótese de liberdade.

 

 

O presidente da Fisemg, Salvador Ohana, falou à Conib sobre o processo. “Essa ação é antiga, já deve ter uns três anos que estamos tentando. Ficamos a par porque acompanhamos muito de perto as coisas na internet. Eles [Antônio Donato e Marcus Vinicius] estavam postando conteúdo neonazista. A gente tem um policiamento de publicações na web. Então, rastreamos, acompanhamos, e a polícia entrou, o Ministério Público denunciou e a gente colocou nossos advogados da comissão da Federação, que são três criminalistas, para acompanhar a acusação. Nossos advogados foram assistentes de acusação. Mas deixamos o próprio Ministério Público atuar e acompanhamos, disponibilizando os advogados”. 

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Quarta-feira, 20/07/2016

Elie Wiesel, a perda de um herói

 

Por Floriano Pesaro

 

 

"Eu decidi dedicar minha vida para contar a história porque senti que, tendo sobrevivido, eu devo algo para os falecidos e qualquer um que não recordar, estará traindo-os novamente."

Elie Wiesel

 

 

  

Elie Wiesel nasceu em 1928 em Sighet, uma pequena aldeia ao norte da Transilvânia, na Romênia, uma área que fez parte da Hungria de 1941 a 1945. Wiesel foi o único filho homem das quatro crianças de Shlomo, um dono de armazém, e de sua esposa Sarah Wiesel. Ele era então dedicado ao estudo de Torá, Talmude e ensinamentos místicos do Chassidismo e Cabala.

 

Os nazistas, liderados por Adolf Eichmann, entraram na Hungria na primavera de 1944 com ordens de exterminar uma estimativa de 600.000 judeus em menos de seis semanas. Wiesel tinha 15 anos quando os nazistas o deportaram, junto com a família, para Auschwitz-Birkenau.

 

Sua mãe e irmã mais nova morreram nas câmaras de gás na noite de sua chegada a Auschwitz. Ele e o pai foram deportados para Buchenwald, outro campo de concentração, onde seu pai faleceu antes que o campo fosse libertado em 11 de abril de 1945. Somente depois da guerra é que Wiesel soube que suas duas irmãs mais velhas, Hilda e Bera, também sobreviveram.

 

Desde então Wiesel soube trazer os horrores dos campos para as consciências das outras gerações.

 

Para este grande pensador, este ícone do judaísmo, a lembrança dos horrores cometidos contra os judeus e tantos outros durante a Segunda Guerra, não podiam ser esquecidos, para que ninguém tentasse impingir tais desgraças a qualquer pessoa.

 

Sendo ele mesmo testemunha e vítima do nazismo genocida, Elie teve a coragem e a iniciativa de trabalhar em prol dos direitos humanos.

 

Elie disse certa vez:

 

“Isto é o que devemos fazer: não dormir bem quando as pessoas sofrem em qualquer lugar do mundo, não dormir bem quando alguém é perseguido, não dormir bem quando as pessoas estão com fome aqui ou ali, não dormir bem quando há pessoas doentes e ninguém está lá para ajudá-los, não dormir bem, quando alguém em algum lugar precisa de você.”

 

E isto foi o que ele fez. Além de trabalhar incansavelmente para seu povo judeu, Elie Wiesel também ergueu a voz para denunciar a situação dos massacres em Ruanda, na ex-Iugoslávia e em tantas partes onde reinava a injustiça.

 

Este renomado escritor nos deixou várias obras onde descrevia sua própria saga. Foram mais de 50 livros de ficção e não ficção.

 

Em 1986, o Comitê Nobel lhe concedeu o Prêmio Nobel para a paz. O próprio comitê descreveu Wiesel desta forma:

 

“Elie Wiesel emergiu como um dos mais importantes líderes espirituais e guias em uma idade em que a violência, a repressão e o racismo continuam a caracterizar o mundo. Wiesel é um mensageiro para a humanidade; sua mensagem é de paz, reconciliação e dignidade humana. Sua crença de que as forças que combatem o mal no mundo podem ser vitoriosas é uma crença duramente conquistada. Sua mensagem é baseada em sua própria experiência pessoal de humilhação total e do total desprezo pela humanidade mostrado em campos de extermínio de Hitler. A mensagem está na forma de um testemunho, repetida e aprofundada através das obras de um grande autor.”

 

Hoje, 30 anos depois, estas palavras são bem mais verdadeiras.

 

Além disso, Elie também se tornou um dos mais famosos defensores de Israel. Este judeu de fala mansa disse:

 

“Fica claro para mim que não se pode ser judeu sem Israel. Religioso ou não-religioso, sionista ou não- sionista, Ashquenazita ou sefaradita - todos estes não vão existir sem Israel.”

 

Em 02 de Julho o mundo todo e os judeus em particular perdemos esta grande alma. Mas não perdemos sua mensagem em defesa dos direitos humanos. Não podemos deixar de lembrar do Holocausto e das injustiças que insistem a perdurar no mundo.

 

Este é seu legado.

 

"Sem memória não há nenhuma cultura. Sem memória,

não haveria nenhuma civilização, nenhuma sociedade, nenhum futuro."

Elie Wiesel

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Segunda-feira, 11/07/2016

A foto que se tornou símbolo da tensão racial nos EUA

Imagem do fotógrafo Jonathan Bacnman, a serviço da Reuters.  O episódio ocorreu em Nova Orleans, nos EUA. 

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Quarta-feira, 15/06/2016

Acib exibe documentário Mamaliga Blues

 

 

A Associação Cultural Israelita de Brasíla (Acib) exibe hoje, quarta-feira (15), o documentário Mamaliga Blues, com a prensença do diretor, Cássio Tolpolar  

 

Uma família judia embarca em uma jornada do Brasil à Moldávia na procura de um túmulo perdido. O que mais podem encontrar em uma terra estranha?

 

Em 1931, Abram Tolpolar e sua esposa Raquel emigraram da Moldávia até o Sul do Brasil. Setenta e sete anos depois, seu único filho, Mauro Tolpolar, fez a viagem de volta. Acompanhado de seus dois filhos, que nunca tiveram a chance de conhecer os avós, Mauro visitou os vilarejos onde seus pais nasceram e achou repostas de um passado desconhecido.

 

Com apenas uma foto antiga de um túmulo, os Tolpolares percorreram paisagens antigas, cemitérios abandonados e chegaram a lugares desconhecidos, sempre procurando pistas de parentes desaparecidos durante o Holocausto.

 

 

 

 

Mais informações:

acibdf@gmail.com

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Quarta-feira, 15/06/2016

Anatel e entidades de defesa do consumidor criticam ação contra Facebook

 

 

Fonte: Agência Câmara 


Bicalho: o bloqueio não ajuda a investigação da PF porque os criminosos tendem a migrar para aplicativos concorrentes ou desenvolver mecanismos próprios

 

 

Representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de entidades de defesa ao consumidor criticaram nesta quarta-feira (15) a ação contra o Facebook, empresa responsável pelo WhatsApp. Eles participaram de debate na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

 

No início de maio, o juiz Marcel Maia Montalvão, da Vara Criminal de Lagarto (SE), determinou o bloqueio do WhatsApp por 72h diante da recusa do Facebook em entregar informações solicitadas pela Justiça.

 

O pedido foi feito pela Polícia Federal, que conduz uma investigação de tráfico de drogas, mas a ordem foi revogada.

 

A empresa alegou que usa a criptografia de ponta a ponta para todas as mensagens trocadas pelo aplicativo. Com isso, apenas os usuários podem acessar o conteúdo das informações por eles trocadas.

 

Para o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Novaes Bicalho, o bloqueio geral não ajuda a investigação da Polícia Federal porque os criminosos tendem a migrar para aplicativos concorrentes ou desenvolver mecanismos próprios, já que as “chaves” de criptografias são bastante conhecidas e acessíveis aos internautas.

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Sábado, 04/06/2016

Facebook começa a pagar por conteúdo jornalístico em vídeo

 

Fonte: Folha de São Paulo 


Divulgação

 

O Facebook começou a pagar a veículos de informação como New York Times, BuzzFeed e Huffington Post para que usem sua ferramenta Live, de vídeo ao vivo. O objetivo é ter conteúdo jornalístico de qualidade, numa de suas apostas de 2016. Os contratos de incentivo financeiro foram confirmados por NYT e BuzzFeed. Segundo esse último, o Facebook paga cerca de US$ 250 mil por 20 vídeos postados por mês, em contratos de duração trimestral.

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Perfil.

Sionei Leão

Jornalista com interesse em história, segurança nacional, cultura judaica, igualdade racial, direitos humanos, documentário, soul music e mídias sociais. Em 2005, recebeu o Prêmio Palmares de Comunicação pelo documentário Kamba'Racê sobre participação de afrodescendentes na Guerra do Paraguai .

E-mail: sionei.leao@gmail.com

Histórico.

2016
2015
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2013
2012
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